Junta de Freguesia de Vale de Figueira Junta de Freguesia de Vale de Figueira

História

 Vale de Figueira

Vale de Figueira é uma povoação portuguesa do Município de Santarém que é sede da Freguesia de Vale de Figueira, freguesia  que tem 21,43 km² de área e 1 082 habitantes (2011), tendo, por isso, uma densidade de 50,5 hab/km².

Esta aldeia, apenas a 14 km de Santarém, encontra-se situada num vale, paralelo ao planalto da Boa Vista, sendo famosa por ser a foz do rio Alviela, afluente do Tejo. É uma terra de campinos, cavalos e toiros, com uma beleza natural que tornam Vale de Figueira uma aldeia única no Ribatejo, rica na produção de vinhas e cereais.

A história de Vale de Figueira remonta à Pré-história e destaca-se pela sua localização estratégica na lezíria ribatejana, na foz do rio Alviela com o Tejo

As opiniões divergem, mas muitos acreditam que a origem do nome "Vale de Figueira" vem do facto de esta terra ter sido, em tempos, coberta por figueiras. Documentos do século XIII referem que uma figueira centenária servia originalmente de marco de delimitação territorial na região.

A sua fundação é já dos tempos do Império Romano, tendo sido algumas vezes um lugar de eleição pela realeza portuguesa para descansar e pernoitar, recebendo visitas frequentes de monarcas como D. Fernando I e D. Manuel I.

O povoamento da região é antiquíssimo, com vestígios que recuam ao Paleolítico. Destaca-se a Estação Arqueológica de Chões de Alpompé  é um dos sítios históricos mais importantes e fascinantes da região de Santarém. Localizado num vasto planalto elevado (a cerca de 96 metros de altitude), o local funciona como um promontório natural com uma vista estratégica privilegiada sobre a confluência dos rios Tejo e Alviela.

Em 1556, D. Manuel de Portugal fundou o primeiro de dois conventos de frades arrábidos dedicados a Santa Maria de Jesus (Ordem de São Francisco). Embora tenham sido extintos em 1834 e restem hoje apenas vestígios históricos, moldaram profundamente a identidade religiosa local.

No início do século XX, era uma terra abastada e de referência na produção de azeite, operando em pleno seis lagares. É por isso que as folhas de oliveira estão representadas no brasão da freguesia, juntamente com a folha da figueira e o chapéu do campino, símbolos já referenciados, todos acima das linhas azuis e prateadas que simbolizam, por sua vez, os rios Alviela e Tejo. Paralelamente, desenvolveu-se a cultura ligada aos campinos, à criação de gado bravo (ganadarias), à agricultura de cereais e vinha, e à pesca tradicional com a comunidade Avieira na Barreira da Bica.

Também famosas são as muitas quintas de Vale de Figueira,   a Quinta do Castilho, a Quinta de Nossa Senhora da Conceição, a Quinta da Boa Vista e a Quinta da Sobreira, algumas das quintas são, também, famosas pelas suas ganadarias.




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